Esta receita é uma adaptação da Sinhá de uma receita muito antiga de geleia de amora. Na receita antiga, as amoras deveriam ser  retiradas direto do quintal e não poderiam ser lavadas. Como base usamos a amora existente em grande quantidade aqui no interior de SP, a amora da amoreira “morus”, aquela que as folhas servem de alimento para os bichos da seda. A sazonalidade dela é bem demarcada, passa rápido, entre os meses de outubro e novembro.

O fruto  bem maduro ganha tom quase negro, de uma cor violácea forte e marcante

Ela é dona da textura mais inusitada entre as geleias da Sinhá, pois usamos ela inteira  com cozimento lento para que não desmanche. A fruta fica quase intacta na geleia, é um primor. O sabor característico da amora puxa para o azedinho doce bem marcante. No retrogosto o aroma da amora quase arde no nariz, no fundo tem notas de fruta bem madura, agridoce, de amora tirada do pé.

É uma geleia que pode e deve ser apreciada com qualquer coisa. Para uma degustação inusitada, experimente fazer uma caipirinha com ela, é muito boa.

A degustação é livre e aproveite da maneira que melhor lhe provier.

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